VÃcio em trabalho é gerado por exigência corporativa
Vivemos em uma sociedade em que o produtivismo, a competição e o individualismo são alçados à condição de valores que devem ser cultuados e concretizados
MaurÃcio Serva, professor da UFSC, deu uma entrevista para o jornal Folha de São Paulo onde comenta sobre o “Workaholicismo” como uma patologia social, que acaba se constituindo como um caso de saúde pública. Por definição, o “workaholicismo” é um distúrbio de ordem psicossocial que leva o indivÃduo a trabalhar excessivamente, em uma espécie de “vÃcio” do trabalho.
Este assunto sempre me chamou a atenção, pois considero-me um workaholic “light”: consigo distribuir meu tempo entre minha carga de trabalho (obrigatória e voluntária) e minha famÃlia, sem maiores problemas.
Esta divisão do tempo é favorecida pelo fato de ser um “vespertino” e dormir 5 horas por noite (assunto também tratado nesta mesma folha de São Paulo, na Revista da Folha). Coloco minha filha na cama as 20:30 Hs e tenho até a 01:00 Hs livre para exercer minha carga voluntária de trabalho.
Chamo de carga horária obrigatória as 8 horas diárias normais de trabalho e de voluntária a carga horária onde trabalho por gostar do que faço. Há pessoas, porém, que acabam não conseguindo realizar esta separação igualitária do tempo, enquadrando-se na classificação workaholic como doença.
A entrevista completa é interessante; ele aborda também as causas e as predisposições psÃquicas, abordando também o momento histórico e etc. O link da matéria é para assinantes do jornal ou do provedor UOL).
A segunda matéria, sobre os “vespertinos”, aborda o relógio biológico das pessoas e como ocorre esta divisão do tempo que favorece a produtividade no horário noturno.
As duas matérias valem a leitura!








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