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Regulamentação Profissional?

Para as pessoas que não me conhecem, cabe um resumo antes do restante do post.

Atuo há 22 anos em “informática” (como era chamada a área há tempos atrás), passando 10 anos atuando como programador (COBOL, MAPPER, BASIC(!), DATAFLEX e outras) e migrei para infra-estrutura e redes quando surgiu o DBASE, especializando-me através das certificações, já que não havia à época faculdades de “Processamento de Dados”.

Naquela época, já se falava de uma legislação que criaria o “os conselhos regional e federal de processamento de dados”, regulamentando desde a função de digitador até a de analista de sistemas.

Após tramitar por vários anos, com a participação do SINDPD (pois é, temos um sindicato!), veio o fim da reserva de mercado e com ela tivemos uma overdose de tecnologia e novas atribuições.

Hoje temos uma nova realidade no mercado…. A “TI” hoje faz parte do negócio e todas as linhas de desenvolvimento são executadas for “Fábricas de Software”.

Segundo o relatório do Senador, “É desse profissional (o analista de sistemas) que se espera o cumprimento de normas éticas e a colaboração efetiva para que haja segurança nas comunicações e o respeito às normas legais, civis e criminais aplicáveis à atividade”

Me desculpe o senador, mas ele foi mal-asessorado nesta questão… Para ter segurança, ele deveria ter regulamentado as atividades relacionadas com a Segurança da Informação, de forma a desfazer o vínculo destas atividades com a área de TI; A área de Segurança é que deve zelar pelo desenvolvimento Seguro de Software, através de políticas de conscientização, análise de código e testes de vulnerabilidades.

Cabe à área de segurança zelar pela segurança da empresa como um todo, não somente cuidando dos artefactos gerados pelas linhas de desenvolvimento, mas também de toda a infra-estrutura e políticas envolvidas na operação da TI.

Nesta linha de raciocínio, concordo que não deve existir um conselho (federal ou regional) regulamentando a área… Hoje, as funções de analistas de sistemas e analistas de negócios (ops! eles não estão na regulamentação) estão mais alinhadas com a área administrativa/negócios do que com a própria TI. Um bom analista de sistemas não é mais a pessoa que recebe a demanda e determina como deve ser feita a codificação - para que os programadores possam trabalhar; Ele atua com uma visão voltada ao negócio da companhia, fazendo a “ponte entre a TI e o Negócio”. Para complicar, hoje temos as funções de “Analistas Programadores” e “programadores analistas”, que também não estão regulamentadas e não fazem parte do projeto de lei.

A exemplo da regulamentação da Internet, proposta pelo senador, esta regulamentação também não foi bem assessorada. Não creio que pessoas que atuem (militem, como gosta de frisar nosso presidente) nas áreas de Segurança da Informação ou em Tecnologia da Informação tenham auxiliado neste processo. Talvez um conselho de notáveis, constituído por catedráticos que não trabalhem diariamente com TI (ou então, algum outro nível de assessoramento não tão catedrático), tenham participado desta regulamentação.

Não me assusta uma pessoa que viveu profissionalmente os primórdios da computação legistar em prol da TI - é um mérito termos alguém no senado… O que me assusta é que este nosso representante não tenha se atualizado o suficiente para atualizar os seus conceitos e sua visão da tecnologia face aos avanços tecnológicos atuais.

Espero que este projeto, sinceramente, tenha o mesmo destino da regulamentação da internet (apesar de que ainda há riscos).

Criada CPI para investigar pedofilia na internet

Este é um assunto preocupante…. Infelizmente não acredito na capacidade de nossos representantes no congresso ou no senado de legislar sobre este assunto. Acredito que são poucos que possuem domínio no assunto - ou assessores capazes - que possam agir no interesse correto, fornecendo leis que facilitem a ação policial sem a violação dos nossos direitos (como a lei de de monitoramento que tentaram implementar).

Leiam a matéria completa na TI Inside.

Apagão da Internet - HOAX!

Já estava me preparando para fazer um post dizendo que a divulgação do Cardoso iria ferir normas internacionais e convenções e que ele deveria fazer isto no Congresso Nacional, quando resolvi pesquisar a matéria.. Quase caí na história!

Aí, em uma lista de especialistas de rede (a maioria responsável por backbones nacionais e internacionais) alguém comenta sobre o assunto e um dos participantes questiona o motivo pelo qual a matéria é um hoax. Segue os comentários:

- O Google não aponta outra referência a Gleicon Ranieri se não em cópias do texto do suposto “apagão”

- Diferentemente da estrutura aeroportuária, a malha de Internet não é responsabilidade do governo, isso foi privatizado durante o governo FHC

- “a Internet é uma série de tubos” é uma declaração de um senador norte-americano que virou motivo de chacota no YouTube

- Sites e serviço cujo principal conteúdo é texto (Orkut, Google, MSN, Windows Live e Yahoo) não correspondem a maior parte do tráfego nos provedores de Internet residencial, que dirá do total do tráfego (isso demonstra falta de conhecimento técnico de quem escreveu o texto)

- A sugestão dos incentivos fiscais como solução é uma adaptação da idéia de incentivo para construção de indústrias no Brasil (que gerariam emprego aqui). Algumas empresas distribuem servidores pelo mundo através de empresas especializadas nisso (como a Akamai), mas não tem nada a ver com incentivo fiscal.

- Conexão com satélite normalmente é visto como o último caso para a busca de conectividade devido à pobre qualidade do acesso e ao custo.

- Segundo palestra do Danton na última GTER, a nova geração de sites economiza banda, não o contrário.

- O CGI.br não tem autoridade para filtrar sites nem para determinar quanta banda os backbones vão dedicar a cada um.

Pois é: Cardoso, sempre lí seus textos procurando entender o “duplo sentido” ou “a verdade nas entrelinhas” … Agora, vou procurar por “veracidade” :-)

PS: Fiquei um período de molho devido ao ritmo de trabalho… Por incrível que pareça o meu uso da ponte aérea aumentou após o acidente da TAM :-) Mas já achei um horário para continuar colocando novos posts. Aos meus 6 leitores, volto logo!

Transforme seu celular em terminal sem fio SSH/Telnet

Veja neste post como tornar o seu celular um cliente ssh/telnet com o MidpSSH. Este texto contém instruções passo-a-passo de como instalar em seu aparelho de telefonia móvel um cliente para conectar com os serviços ssh e/ou telnet de qualquer lugar, assim proporcionando o acesso ao modo console de seu servidor Linux em qualquer posição geográfica.

Somente uma correção para aparelhos Blackberry: Testei o link direto para o arquivo .jad e ele instalou o aplicativo normalmente no aparelho.

http://tecnociencia.jor.br/comunidade/index.php?option=com_content&task=view&id=249&Itemid=96

Governo quer internet rápida em todos municípios até 2013

“….Para gerenciar o acesso, o governo criará uma nova empresa de economia mista, nos moldes da Petrobras….”.

“…..O governo federal tem, através da Eletrobrás, a maior rede de fibra ótica do Brasil. Nos locais onde não conseguirmos chegar com a fibra ótica, faremos um link com microondas e a Internet será wireless”, explicou o assessor”.

Agora, tirando o tom de sátira, na Revista online “A rede”, há uma entrevista com Cezar Alvarez, assessor especial da Presidência da República, que assumiu a coordenação das ações do governo federais na área de Inclusão Digital, o que também vai envolver, diz ele, a consolidação de um Plano Nacional de Banda Larga. A idéia é articular iniciativas federais, estaduais e municipais, empresas e movimentos sociais, para evitar desperdícios e potencializar resultados.

A entrevista completa pode ser lida em: http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1020&Itemid=0, e a matéria de onde foram retirados os trechos acima, no G1: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL61430-6174,00.html

Nuvens de conectividade, foneros e redes livres

O protocolo 802.11b é um documento que diz como deve ser a transmissão de informações usando as ondas radioelétricas. Uma das definições do protocolo é que os transmissores de Wi-Fi deveriam utilizar a freqüência 2,4 GHz que estava aberta. Isto permitiu que explodisse o uso da conexão ou sem-fio.

Aeroportos, cafés, supermercados, livrarias e bares passaram a fornecer acesso à internet a partir dos hotspots, zona de cobertura ou espaço onde o sinal de rádio conseguia conectar os computadores e palms. No hotspot, é instalada uma antena ligada a um roteador que, em geral, está conectado com uma rede de banda larga. Essa antena é o centro do access point ou ponto de acesso. O alcance do Wi-Fi é pequeno, cerca de 50 metros, a depender da antena, mas permite conectar diversos computadores simultaneamente. Vários dispositivos são compatíveis com o Wi-Fi, tais como os PDAs e os telefones celulares. Muitas pessoas em casa possuem roteadores de wireless, permitindo que elas acessem a internet de qualquer lugar da casa. Esse avanço da comunicação sem-fio, principalmente usando as faixas não-regulamentadas do espectro entre 2.4 GHz e 5 GHz, permitiu a formação de comunidades de compartilhamento de conexão. Como assim? Isso mesmo, muita gente está usando seus roteadores para irradiar os sinais de rádio para formar uma grande nuvem de conexão. Comunidades de conectividade aberta e outras mais restritas estão surgindo e proliferando-se por todo o planeta.

Uma dessas comunidades é a dos foneros. Criada na Espanha em 2005, pelo empresário Martín Varsavsky, a empresa FON quer formar uma comunidade Wi-Fi em todo o mundo. Os foneros compartilham seu sinal de wireless com os demais membros da comunidade. Quanto mais pessoas de uma cidade integrarem a comunidade fonera, mais o sinal de Wi-Fi vai se expandido até cobrir toda a região. Assim, um fonero poderá acessar a rede de qualquer área.

O que faz um fonero? Ele instala o La Fonera em sua casa. Na verdade, La Fonera é um roteador que segue os padrões 802.11b e 802.11g, parecido com o Linksys, muito usado no Brasil. Ele joga o sinal de banda larga, obtido pelo cabo que chega até as residências, no ar. Assim as residência converte-se em um Ponto de Acesso Wi-Fi. La Fonera é um roteador social que viabiliza a conexão compartilhada de acesso à rede. Os membros da comunidade acabam podendo usar seus laptops de todo lugar, desfrutando dos pontos de acesso dos demais foneros. La Fonera permite que a página de entrada naquele ponto de acesso seja personalizada. Além disso, cada ponto de acesso é indicado no mapa do site da comunidade. Desse modo, os foneros podem ver onde conseguem pegar o sinal.

Existem três tipos de membros da comunidade FON:

1) a maioria Linus, que compartilha gratuitamente o Wi-Fi de sua casa e, portanto, obterá também o acesso gratuito em qualquer outro ponto da comunidade fonera;

2) os Aliens, que não compartilham seu Wi-Fi e pagam 3 euros pelo uso diário da rede fonera;

3) os Bills, que preferem ganhar dinheiro obtendo 50% do que pagam os Aliens para acessar a rede da comunidade, através dos pontos de acesso FON. Os Bills não podem cobrar dos Linus.

Os foneros não estão sozinhos na construção de um mundo wireless comunitário. Existem inúmeras outras comunidades, tais como a RedLibre (www.redlibre.net/) e a FreeNetworks (www.freenetworks.org/). Existem roteadores livres como os OpenWRT e DD-WRT e guias que ensinam como embarcar em roteadores proprietários as versões livre. Um bom exemplo é o wiki OpenWRT: http://wiki.openwrt.org/ .

Na cidade de Guadalajara, na Espanha — certamente o país onde a implantação de redes compartilhadas e abertas de wireless avança rapidamente — existe a rede www.guadawireless.net. É uma rede dinâmica de conexão: se você está andando com o seu laptop e muda de ponto de acesso, o seu sinal não cairá. A comunidade de Guadalajara, muito influenciada pelos membros da comunidade Debian de software livre, deixa claro que seus objetivos são solidários e não-comerciais.

Antonio Ládron de Guevara, um dos teóricos da GuadaWireless, escreveu que “o que realmente interessa nesta ação é que existe muita gente disposta a organizar, de forma altruísta, redes de computadores que ofereçam serviços de telecomunicações para outras pessoas, sem que o usuário final tenha que pagar; além disso, querem que estas redes sejam cada vez mais expandidas. Amsterdam, New York, Alemanha… e atualmente Espanha. Já começam a surgir os primeiros nós dessas redes que, pouco a pouco, irão se ampliando e oferecendo serviços cada vez mais diversos.” O compartilhamento agora avança na infra-estrutura de telecomunicações.

Fonte: A rede

Vício em trabalho é gerado por exigência corporativa

Vivemos em uma sociedade em que o produtivismo, a competição e o individualismo são alçados à condição de valores que devem ser cultuados e concretizados

Maurício Serva, professor da UFSC, deu uma entrevista para o jornal Folha de São Paulo onde comenta sobre o “Workaholicismo” como uma patologia social, que acaba se constituindo como um caso de saúde pública. Por definição, o “workaholicismo” é um distúrbio de ordem psicossocial que leva o indivíduo a trabalhar excessivamente, em uma espécie de “vício” do trabalho.

Este assunto sempre me chamou a atenção, pois considero-me um workaholic “light”: consigo distribuir meu tempo entre minha carga de trabalho (obrigatória e voluntária) e minha família, sem maiores problemas.

Esta divisão do tempo é favorecida pelo fato de ser um “vespertino” e dormir 5 horas por noite (assunto também tratado nesta mesma folha de São Paulo, na Revista da Folha). Coloco minha filha na cama as 20:30 Hs e tenho até a 01:00 Hs livre para exercer minha carga voluntária de trabalho.

Chamo de carga horária obrigatória as 8 horas diárias normais de trabalho e de voluntária a carga horária onde trabalho por gostar do que faço. Há pessoas, porém, que acabam não conseguindo realizar esta separação igualitária do tempo, enquadrando-se na classificação workaholic como doença.

A entrevista completa é interessante; ele aborda também as causas e as predisposições psíquicas, abordando também o momento histórico e etc. O link da matéria é para assinantes do jornal ou do provedor UOL).

A segunda matéria, sobre os “vespertinos”, aborda o relógio biológico das pessoas e como ocorre esta divisão do tempo que favorece a produtividade no horário noturno.

As duas matérias valem a leitura!